Apaixonada?

Que aflição. Que ansiedade!

Eu rodo em minha cama e não encontro uma posição.
Cada vez que fecho os meus olhos para me obrigar a dormir, tento não me lembrar do seu beijo, daquela gostosa sensação.
Apenas relembrar nossos lábios colados,
Acelera minha respiração e me dá um negócio por dentro, alguma coisa que faz meu corpo inteiro estremecer.

Como eu posso ser capaz de abraçar o meu travesseiro e não desejar que ele seja você?
Quando te abracei, foi tão rápido.
Queria que a Terra tivesse parado para que eu pudesse ficar ali, só por mais alguns segundos.
Eu estava tão perto de você!

E a sua voz? Ainda a escuto em minha mente.
O pelo do meu braço ainda se arrepia,
da mesma forma que se arrepiou quando te ouvi falar pela primeira vez.

Sinto falta de olhar o seu sorriso,
De te ver caminhando rápido,
Sempre ocupado,
Para lá e para cá.

Tão gentil, tão fofo, feliz, curioso, sério e lindo.
Como um anjo? Um príncipe? Um menino? Não.
Como um homem inteligente e de princípios.

Eu não quero criar expectativas, nunca quis.
Eu só almejo ser feliz.
Que tal com um cara por quem eu tenha respeito, desejo e admiração?
Poderia eu ser a mulher capaz de preencher o seu coração?

Eu não sei! O que eu sinto diz que sim. Diz que eu não devo me impedir.

Oração

Meu Deus, está tudo estranho, está tudo muito esquisito! É como se cada pessoa fosse um risco, um obstáculo, um perigo.

Será que devo olhar em volta, ficar alerta, ficar tensa, como se a vida fosse um jogo? Ou posso seguir sorrindo? Posso ser eu mesma, educada, gentil, calada, empática? Ou tenho que me fazer de falsa, falar quando eu deveria ficar calada, lamber quando eu sinto vontade de morder e sorrir e acenar enquanto eu queria gritar e mandar ir se lascar?

Não gosto de ser arrogante, odeio gente egoísta, mas parece que é esse o tipo de comportamento que o mundo aprecia. Por que eu deveria ser o que não sou? Por causa de algo que não sei o que é, nem para o que é? Qual é a necessidade de tudo isso?

Não basta que cada um seja o que se propõe a ser, ou que seja o que é capaz de ser? É disso que o mundo precisa, que cada um faça sua parte. Sim, simples assim e apenas isso. Me atento, busco cuidar das minhas responsabilidades, obrigações, me aproximar de gente que gosto e que me faz bem. Do resto, eu me desligo. Convivo, claro, mas sempre que posso, abstraio. Oro.

Quem é você?

Não sei que coisa é essa! Como pode alguém enlouquecer pelo cara da TV? Afinal, é só mais um rosto dentre os milhares que aparecem nas telas.

O Pequeno Príncipe tinha muito zelo por uma única rosa que havia em seu planeta, até chegar na Terra e ver que havia milhares de rosas como a dele. Posso me ver de outro ângulo, me afeiçoar tanto por um rosto mesmo já tendo conhecido vários outros.

E por que um coração melancólico bateria por um outro que pulsa alegria e emoção? Como é maravilhoso, charmoso…. Parece um ser tão saboroso! Sim, é alimento, para a minha alma, para o meu coração, é a felicidade da minha visão.

Não sei se o verei um dia. Caso eu o veja, será que eu aguentaria? Falaria? Me aproximaria? Me calaria? Não sei.

Gosto de imaginá-lo como algo bom, a parte boa do dia. Ver ele é como um raio de sol em uma manhã fria, um vento refrescante em meio ao verão. Um beijo bom.

Será que ele é calmo, tranquilo e sossegado? Ou será que ele é inquieto, atarefado e agitado? Será alto? Baixo? Arrogante, mesquinho e mimado? Espero que não! Isso não o tornaria mais bonito. Por falar nisso, como ele é lindo!

Ahh, Felipe! Por Deus, quem é você?

Está difícil

Que confusão! Está difícil acreditar que você viveu este circo. Aonde você estava com a sua cabeça quando se permitiu passar por tudo isso?

Meu coração está doendo, está apertado, reprimido, atordoado.
Meu cérebro não para, meus pensamentos se agitam, minha imaginação revive tudo. Para cada cena eu daria um grito.

É a atração pela desgraça, seguindo o caminho da atitude impensada.
Não sei de mais nada. Será que você é bom? Será o mal?
Que Deus me faça esquecer! Que Ele ajude vocês dois para que todos nós possamos viver em paz.

Ode a mim

O melhor de mim é o riso que nasce do abraço
que aperta e conforta o que há em pedaço
O melhor de mim é criança
risonha e contente com fé no que sabe

O melhor de mim é o jeito sujeito
É afeto que cego constrói o momento
O melhor de mim é carinho
Meu ninho
Terno, pleno, sozinho

Porque metade de mim é paixão
É o afago da mão calejada no gesto do não
Metade de mim jaz em pó
É abrigo, é amor e é só

O melhor de mim é verdade
O melhor é viver sem sangrar de saudade
É amar, é cantar, é propor um sorriso
O melhor para mim é ter mãos se unindo
na esperança de ver corações se abrindo

Por Caio Souza

Enquanto o tempo nos permitir

Desejo você.

Desejo tanto, de forma que nem sei dizer.

Só me beije! Não se preocupe com o depois, o resto vai acontecer.

Não sei o que fazer com essa vontade de te prender, de não deixar que você vá mais uma vez para longe de mim.

Sinto seu perfume, seu calor, sua mão quente que segura em meu pescoço, enquanto me perco no seu beijo e me equilibro nos seus braços, porque o toque dos seus lábios me deixa sem reação.

Preciso de você aqui. Preciso que não vá!

Fique! Fique apenas por mais uma hora. Ou talvez, duas.

Deixe que eu adormeça imaginando que você está deitado ao meu lado, que está me abraçando e que não quer ir porque sentirá minha falta. Só porque sentirá minha falta.

Me deixe pensar que me ama, que só vai partir porque é obrigado. Então, vamos ficar aqui juntos, enquanto o seu tempo nos permitir.

Você destruiu o amor

Você abriu mão do amor.
Deixou que o sorriso mais lindo se transformasse em dor.
Ela era frágil, feliz, linda. Era uma perfeita flor.

Você se aproveitou da beleza, da doçura, dos carinhos e do calor.
E agora? Quem recolherá as pétalas dela? Como nascerá outra rosa, se você plantou rancor?

Ela já te amava, com todos os seus defeitos. Você não precisava ter feito nada. E mesmo assim, você conseguiu destruir esse lindo amor.